De acordo com a agência, essa revisão se deu por conta da elevação do risco sistêmico na região, que afeta inclusive os países economicamente mais relevantes do continente, como a Alemanha e a França. "O aperto das condições de crédito pode afetar o crescimento dos países da região e, portanto, a perspectiva para uma redução sustentável da relação dívida pública/PIB (Produto Interno Bruto)", destacou a agência.
Além disso, a opinião da agência é que as autoridades do continente pouco têm feito para conter a crise, a despeito do acordo assinado nesta manhã entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Outro fator que levou a agência de classificação de risco a colocar os ratings desses países na Creditwatch Negative foi o risco de recessão na Zona do Euro como um todo. A S&P acredita em uma chance de 40% de que a atividade econômica da região desacelere nos próximos meses, não apenas em países mais afetados pela crise, como Portugal, Grécia e Espanha, mas também as economias mais fortes, como a Alemanha.
"Esperamos concluir a revisão dos ratings soberanos na Zona do Euro o mais rápido possível, em decorrência do encontro dos líderes da União Europeia marcado para os dias 8 e 9 de dezembro", afirmou a agência em nota. Confira os ratings dos países que foram colocados na lista Creditwatch Negative:
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